Família cobra justiça por morte em Jardim Alegre

Familiares de Wellington Torres cobram justiça. Por: Aldinei Andreis

Familiares de Wellington Torres cobram justiça

Fonte: Aldinei Andreis

A família do auxiliar de som Wellington Torres, morto no dia 4 de agosto, próximo a um bar em Jardim Alegre, fez uma manifestação na tarde da quarta-feira, dia 14 de agosto, em frente à 54ª Delegacia da Polícia Civil de Ivaiporã. Além da esposa do falecido, Franciele Oliveira Dela Torre, também estava a filha de 4 anos, irmãos, pais e demais familiares. A mobilização foi para cobrar justiça e demonstrar que a família irá acompanhar o caso até o fim, para que responsáveis pela morte dele sejam punidos.

Durante a tarde, a Polícia Civil de Ivaiporã, por meio do delegado Aldair da Silva Oliveira, informou que o principal suspeito do caso, Edivaldo Pedro da Silva, está sendo indiciado por homicídio doloso, quando existe a intenção de matar, com duas qualificadoras.

Franciele Dela Torre disse, em entrevista ao Paraná Centro, que seu esposo foi assassinado de forma cruel, pois o laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou pelo menos 6 lesões contundentes, demonstrando que ele foi agredido e não apenas atingido por uma lata de cerveja, como chegou a ser especulado. “Não foi algo sem querer, houve a intenção de matar e clamamos por justiça, pois como esposa e mãe é muito difícil explicar para uma criança de 4 anos, que chama pelo pai, que ela não pode mais vê-lo”, desabafa a viúva.

Ela fez questão de parabenizar o delegado Aldair Oliveira e toda a equipe da Polícia Civil, que se empenharam no caso e fizeram a parte que lhes cabia, apesar das dificuldades em localizar testemunhas que ajudassem a esclarecer o caso. “Ele era um homem trabalhador, além de um bom pai, esposo, tio e irmão; queremos justiça e vamos acompanhar o caso até o fim”, relata Franciele Dela Torre.

A irmã Roselene Dela Torre, que trabalha no Hospital Municipal de Jardim Alegre, disse que foi informada sobre o caso, por volta das 17h00 do domingo, quando foram até sua casa e falaram que seu irmão estava desmaiado no local onde foi agredido. “Na hora eu tomei um susto e a pessoa que me avisou disse que tentou socorrer, mas não a deixaram”, relembra.

Ela seguiu para o hospital de Jardim Alegre, já que pouco tempo depois falaram que ele havia sido levado por terceiros para o atendimento médico. “Como trabalho no hospital, conseguir entrar no atendimento de emergência e quando eu vi que meu irmão estava sendo entubado, percebi que ele estava quase morto. Até aquele momento, nem a Polícia Militar, nem o Samu e nem os Bombeiros haviam sido acionados, apenas com a chegada da minha outra irmã é que avisamos a Polícia Militar, que fez as diligências e prendeu o suspeito”, afirmou a irmã da vítima, que também cobra justiça.

O suspeito do caso, Edivaldo Pedro da Silva, nega que houve a intenção de matar e se declara inocente das acusações.

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