Polícia Civil de Ivaiporã esclarece homicídio de Júlio Paiva

Aldair Oliveira – delegado da Polícia Civil de Ivaiporã

Aldair Oliveira – delegado da Polícia Civil de Ivaiporã

A Polícia Civil de Ivaiporã esclareceu o homicídio de Júlio César Paiva, 38 anos, ocorrido na madrugada do domingo, dia 11 de agosto, na Vila Santa Maria, em Ivaiporã. Ele foi encontrado morto, em uma rua atrás do Pronto Atendimento Municipal (antigo Hospital Municipal), com vários golpes de faca. A Polícia Militar, Polícia Civil, Samu e IML foram acionados para atender o caso.

Segundo o delegado responsável pelo inquérito, Aldair da Silva Oliveira, o suspeito de ter praticado o crime é Rafael da Silva Oliveira, 18 anos. Ele se apresentou na companhia de advogado na segunda-feira, dia 12 de agosto, e apresentou sua versão sobre os fatos. A princípio, ele deve responder ao inquérito em liberdade.

Aldair Oliveira comenta que, logo nas primeiras horas do dia, a Polícia Civil iniciou as diligências e uma linha de investigação apontava para o suspeito como sendo o autor das facadas. A polícia trabalha agora para entender as circunstâncias que os fatos aconteceram e o exato local do crime. “O que temos apurado é que o autor e a vítima estavam em um baile, na noite anterior, e permaneceram por lá até a madrugada do domingo. Os dois teriam se dirigido até a casa ou as proximidades da residência do suspeito e, por algum motivo, houve um desentendimento entre eles e o autor esfaqueou a vítima”, relata o delegado.

Diferente das primeiras informações, o corpo de Júlio César Paiva não foi desovado nas proximidades do hospital; ele caminhou por cerca de 1 quadra e meia, provavelmente buscando ajuda no hospital. O delegado comenta que ambos fizeram a ingestão de bebidas alcoólicas antes do fato. A Polícia Civil também quer esclarecer o local exato do crime, se a amizade de ambos era antiga e o que pode ter motivado o desentendimento. “Vamos realizar outras diligências, para aumentar o material probatório que temos, pois isso é muito importante nesse processo”, comenta o delegado.

O jornal Paraná Centro entrou em contato com a defesa de Rafael Oliveira. O advogado Oscar Dala Rosa Neto divulgou nota informando que seu cliente e a vítima se encontraram em um baile, mas não ficaram juntos durante a festa, porém saíram do local para irem a outro estabelecimento, com uma terceira pessoa. Ao chegar ao destino, constataram que estava fechado, de onde rumaram para a casa de Rafael Oliveira. “Assim que chegaram à residência, essa terceira pessoa foi embora, restando apenas Rafael e a vítima na residência. Rafael foi ao banheiro e deixou Júlio sozinho e, quando voltou, ele estava mexendo em suas coisas, onde Rafael, por conhecer a fama e saber dos processos que ele vítima já respondeu, solicitou que se retirasse de sua casa, pedido prontamente negado pela vítima, o que iniciou a briga. A vítima utilizou-se de uma foice de Rafael, que estava encostada na parede próxima e, para se defender, Rafael fez uso de uma das facas que fabrica, causando os ferimentos descritos no inquérito policial e, após a briga, a Júlio Paiva se evadiu da residência, tendo sido encontrado morto horas depois”, finaliza o advogado.

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