Desembargador visita Justiça Eleitoral de Ivaiporã

Rubiane Cleus, Rafael Santos, Tito de Paula, Dirceu Gomes Filho, Mônica Monteiro e Juliane Marques durante visita ao cartório de Ivaiporã

Rubiane Cleus, Rafael Santos, Tito de Paula, Dirceu Gomes Filho, Mônica Monteiro e Juliane Marques durante visita ao cartório de Ivaiporã

O desembargador e corregedor da Justiça Eleitoral, Tito Campos de Paula, visitou, na semana passada, a região central e passou pelos municípios de Ivaiporã e Faxinal para averiguar o andamento do processo de cadastramento biométrico e revisão eleitoral.

Em Ivaiporã, ele foi recepcionado pelo chefe do cartório eleitoral, Rafael Paschoal Teixeira Santos, e pelo juiz eleitoral Dirceu Gomes Machado Filho. Ao final da reunião, ele concedeu entrevista à imprensa local, falando sobre o processo de revisão biométrica, que na cidade vai até o dia 29 de novembro. Até o momento, cerca de 50% do eleitorado de Ivaiporã, Jardim Alegre, Arapuã e Lidianópolis realizaram a revisão. No entanto, ainda faltam cerca de 21 mil pessoas para comparecer ao cartório eleitoral e fazer o procedimento.

Segundo o desembargador, o Paraná está na fase final desse processo e, dos 8 milhões de eleitores, ainda faltam cerca de 400 mil para fazer o procedimento. “Sabemos que as digitais são únicas e esse processo dará mais segurança ao cadastramento do eleitor, evitando que outra pessoa vote em seu lugar ou que ele consiga fazer dois títulos de eleitorais, reduzindo a possibilidade de fraude”, disse. A partir da eleição de 2020, apenas os eleitores que estiverem com o recadastramento em ordem poderão votar no Paraná. O desembargador lembra que o recadastramento vale também para quem o voto é facultativo, caso contrário, o eleitor terá o título cancelado.

Ele relata que a Justiça Eleitoral colocou à disposição da população uma estrutura com capacidade de atender cerca de 250 pessoas por dia e, caso essa capacidade não seja utilizada a contento, pode ocorrer uma sobrecarga de trabalho nas últimas semanas, dificultando o trabalho da Justiça Eleitoral e ocasionando filas aos eleitores que deixarem para os últimos dias.

Tito de Paula lembrou as consequências de quem tiver o título cancelado, já que não poderá mais votar e terá mais dificuldades para tirar um novo documento eleitoral. Além disso, o cidadão fica impedido de tirar passaporte, carteira de identidade, receber vencimentos se for servidor público, participar de concorrência pública, obter empréstimos em autarquias e bancos públicos, não pode prestar concurso público ou renovar matrícula em estabelecimento de ensino público e pode não ter acesso a alguns benefícios sociais. “É importante que as pessoas estejam com sua situação eleitoral regularizada, tendo em vista que essa é mais do que uma obrigação, é sim um dever como cidadão”, disse o desembargador.

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