Municípios estudam implantação de consórcio para aterro sanitário

Prefeitos da região debatem necessidade de aterro sanitário

Prefeitos da região debatem necessidade de aterro sanitário

Os prefeitos Washington Luiz da Silva (Kaloré), Fábio Hidek Miura (São João do Ivaí), Adauto Mandu (Lidianópolis), Reinaldo Grola (Lunardelli), Moacir Andreola (Novo Itacolomi) e Adhemar Rejani (Marumbi) se reuniram, na semana passada, com o presidente do Instituto das Águas, José Luiz Scrocarro, para debater a possibilidade de uma parceria com o Governo do Estado para a formação de consórcios regionais para a implantação de aterros sanitários, que possam ser operados de forma conjunta entre os municípios.

Durante a visita do governador Ratinho Júnior em Ivaiporã, o prefeito de Kaloré, Washington Luiz da Silva, que é um dos líderes do movimento, disse que a questão do aterro sanitário é algo que aflige a maior parte dos municípios pequenos e que apenas a união entre todos é que vai possibilitar uma solução definitiva para o problema. Ele ressalta que o encontro com o presidente do Instituto das Águas foi o início do debate desse projeto e algumas sinalizações importantes, como a disposição do Governo do Estado em liberar recursos para ajudar na implantação desses aterros sanitários, sendo que existe a possibilidade de liberar cerca de R$ 3 milhões por aterro.

O prefeito de Kaloré, que também deve assumir a Amuvi (Associação dos Municípios do Vale do Ivaí) no ano que vem, disse que o esboço inicial desse projeto é dividir a região em dois consórcios, sendo que cada um iria gerir um aterro. Uma nova reunião deve ser realizada no dia 31 de julho, quando mais municípios devem se reunir, junto com suas assessorias jurídicas, para avaliar a parte administrativa e a elaboração dos projetos. “Não podemos mais errar, pois vários aterros foram realizados e, hoje, se transformaram em lixões e temos problemas que precisam ser resolvidos”, disse o prefeito de Kaloré. Alguns municípios também já se manifestaram pela adesão ao projeto. “Acredito que, dessa vez, será diferente porque o governador está disposto a colocar dinheiro, pois os municípios sozinhos não conseguem realizar essa operação”, disse Washington.

O projeto total necessita de recursos na ordem de R$ 10 milhões para cada aterro. Além do dinheiro do Governo do Estado, os municípios podem acessar financiamento do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) e que o próprio aterro gere recursos para ser autossustentável.

O prefeito de Lunardelli, Reinaldo Grola, comenta que, hoje em dia, a responsabilidade com a questão ambiental é muito grande e os municípios pequenos sofrem para manter tudo o que é exigido pela lei e isso tem colocado em risco a vida particular do prefeito e do secretário do meio ambiente.

Lunardelli tem um aterro sanitário, mas o custo para manutenção e funcionamento é muito caro e, por isso, a iniciativa de união dos municípios pode ser uma alternativa mais interessante. “A maioria dos municípios está com esse problema e, com apoio do Instituto das Águas, por meio desse consórcio, conseguiremos colocar em prática”, frisa Grola.

Comentários