IFPR de Ivaiporã debate rochagem e uso de microorganismos no manejo do solo

Autoridades abrem evento de inovação tecnológica

Autoridades abrem evento de inovação tecnológica

O auditório da biblioteca do IFPR Campus Ivaiporã recebeu na quinta-feira, 4 de julho, palestras técnicas sobre a rochagem e o uso de microorganismos eficientes no manejo da fertilidade do solo, apresentando duas das tecnologias de maior impacto na agricultura moderna.

Na abertura do evento, marcaram presença o diretor de ensino, pesquisa e extensão do IFPR, Luiz Leonardo de Souza; coordenadora do curso tecnólogo em Agroecologia, Gisele Fernanda Mouro; coordenador de Agroecologia da Emater, Paulo Henrique Lizarelli, além dos palestrantes, Éder de Souza Martins, pesquisador da Embrapa Cerrados e referência nacional em uso de agrominerais na agricultura; e José Roberto Bérgamo, técnico agrícola biodinâmico (Instituto Elo/Uniube) e Gestor Ambiental (Unopar).

O uso do pó de rocha na agricultura é uma inovação que apresenta impacto favorável ao meio ambiente e aos sistemas produtivos, reduzindo custos de produção e protegendo o meio ambiente. Desde 2018, a Unidade Demonstrativa e de Pesquisa em Solos – UDP Solos vem desenvolvendo ações para a utilização de pó de rocha na agricultura. “O objetivo foi mostrar que nutrientes necessários para a agricultura serão inviáveis de serem utilizados nos próximos 50 anos, por conta do custo. Além disso, a maior parte dos nutrientes utilizados na agricultura brasileira vem de outros países, tornando o Brasil dependente e o custo de produção vai inviabilizar a produção agrícola no país. Por isso, o desenvolvimento de tecnologias que possam favorecer a utilização de nutrientes são estratégicas para o país e importantes para o desenvolvimento da região. Queremos mostrar que existem tecnologias que podem tornar a agricultura sustentável e que tornem a fertilidade do solo viável para a produção agrícola nos próximos anos”, explicou o professor da área de solos, agroecologia e recursos naturais, Mateus José Falleiros da Silva.

O projeto já conta com uma estudante do curso superior de Tecnologia em Agroecologia trabalhando na caracterização físico-química do material, duas alunas do Técnico Integrado em Agroecologia trabalhando com aspectos físicos e químicos do uso do produto no solo, e dois estudantes de Agronomia como voluntários. Também, há interesse dos professores da área de agrárias em conhecer, pesquisar e utilizar o pó de rocha na agricultura.

Outra ação, já desenvolvida nas atividades de ensino e pesquisa no campus, é a utilização de microrganismos eficientes no solo, favorecendo os processos biológicos que melhoram a produtividade e a sanidade das culturas, entre outros benefícios. Esta tecnologia é, ainda, muito pouco utilizada e conhecida no Brasil. A maioria dos estudos tem sido realizada no Japão, e pesquisas têm sido feitas comparando a ação fertilizante do produto, bem como sua ação múltipla sobre o solo e as plantas. Nos cursos de agroecologia, esta tecnologia tem sido bastante divulgada. Inclusive, há estudantes desenvolvendo as etapas de captura, seleção e produção artesanal como parte das atividades curriculares.

Éder de Souza Martins abordou os aspectos da utilização da rochagem para a recuperação e manutenção da fertilidade dos solos agrícolas. Já José Roberto Bérgamo falou sobre o manejo do solo com microrganismos eficientes.

Agricultores, profissionais, pesquisadores e estudantes da área de Ciências Agrárias prestigiam evento

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