Adapar vistoria propriedades e captura morcegos

Servidores Demétrio, Cláudio, Murilo, João Rafael e Daniel capturam morcegos em propriedades da região. Por: Divulgação

Servidores Demétrio, Cláudio, Murilo, João Rafael e Daniel capturam morcegos em propriedades da região

Fonte: Divulgação

Os morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue, são potenciais transmissores do vírus da raiva. Por isso, todos os anos os servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizam o controle populacional desses animais, a fim de evitar a proliferação da doença na zona rural; ela não tem cura. Os principais alvos dos morcegos são os cavalos, bovinos e suínos.

As atividades são executadas na regional da Seab de Ivaiporã, que abrange 22 municípios do Vale do Ivaí e da região central do Estado.

A médica veterinária da Adapar, Juliana Seixas Garcia Pelloso, afirmou que o trabalho preventivo consiste em visitas aos abrigos, captura e controle populacional dos morcegos hematófagos.

O controle é realizado em abrigos cadastrados, dentre eles, ocos de árvores, porões, grutas, cisternas, cavernas e frestas de rochas, casas abandonadas, bueiros sob rodovias, pontes e locais com pouca ou nenhuma iluminação. Isso acontece por meio de uma pasta vampiricida, aplicada no dorso do morcego capturado. Após isso, são novamente soltos retornando ao seu habitat. “A Adapar faz a revisão do abrigo, coleta e diagnostica. Se for hematófago, faz a captura, cadastra e orienta o produtor a vacinar e procurar os possíveis abrigos. Além disso, a equipe faz o acompanhamento e revisão dos abrigos anualmente”, explicou a médica veterinária.

Juliana Seixas relatou que, pela geografia regional, os municípios com maior incidência de focos da doença são Cândido de Abreu, Pitanga, Santa Maria do Oeste, Faxinal, Borrazópolis, Grandes Rios, Manoel Ribas, Nova Tebas, Ariranha do Ivaí e Ivaiporã. “Qualquer espécie de morcego que esteja contaminado com o vírus da raiva pode transmitir a doença, por isso, orientamos o produtor a pedir ajuda especializada”, concluiu.

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