Estado estrutura novo plano de gestão de segurança de barragens

O Governo do Paraná está estruturando um novo plano de gestão de segurança de barragens localizadas em território paraense, que contará com tecnologia de ponta. O avanço é resultado de uma parceria entre o Instituto das Águas, vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, que vai coordenar os trabalhos, e o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar).

“Estamos firmando um contrato de gestão com o Simepar para dar mais atenção às barragens no Paraná, agregando tecnologia à fiscalização”, explica o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes.

Após a conclusão do inventário das barragens, as etapas seguintes compreendem a modernização dos protocolos, a capacitação das equipes e visitas técnicas.

“A tecnologia do Simepar possibilitará ao Governo obter um relatório completo da quantidade de barragens existentes com a caracterização de cada estrutura, dando as condições para que os técnicos façam uma criteriosa avaliação de riscos e danos potenciais, bem como o planejamento e o monitoramento de cada unidade”, destaca Nunes.

Segundo coordenador de Recursos Hídricos, José Luiz Scroccaro, a partir desse diagnóstico, o Instituto das Águas terá subsídios para classificar essas barragens e fazer campanhas de fiscalização e regularização.

O planejamento das ações está concluído. O trabalho compartilhado entre as duas instituições já foi estruturado e deve começar após a assinatura do contrato de gestão, que está em fase de finalização.

Para o presidente do Simepar, Eduardo Alvim Leite, a contribuição do órgão é muito importante. “Agregando tecnologias de monitoramento ambiental ao uso intensivo de sensoriamento remoto, serão aprimorados os processos de fiscalização, monitoramento e gestão das barragens paranaenses com planejamento das vistorias, identificação das estruturas clandestinas e aumento da produtividade dos trabalhos”, explica.

O prazo estimado para execução do projeto é de dois anos, abrangendo entre 500 e 1.000 reservatórios do setor privado nos segmentos da indústria, agricultura, piscicultura, mineração, lazer e turismo. As barragens da Copel, Sanepar e Itaipu estão excluídas porque são regidas por legislação específica.

Comentários