Hospital Regional de Ivaiporã fará parte da rede de atendimento materno-infantil

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Os hospitais do Estado em Ivaiporã, em construção, e de Telêmaco Borba, em fase final de adequação, serão dedicados preferencialmente ao atendimento da mulher. A medida atende diretriz do atual governo para reforçar ainda mais o cuidado materno-infantil. No total, serão 137 novos leitos dedicados às mães e recém-nascidos.

Hospital Regional de Telêmaco Borba, nos Campos Gerais, terá 33 novos leitos ainda neste ano, com 10 vagas de UTI Neonatal e 20 de UTI para adultos. A unidade será referência para a região da rede de cuidados da mulher, o que inclui gestantes e bebês. Por enquanto, parte do ambulatório está operando para consultas do pré-natal, numa média de 123 atendimentos por mês.

Localizado no Centro do Paraná, o Hospital Regional de Ivaiporã está com 50% das obras executadas e deve abrir as portas no primeiro semestre de 2020. Serão abertos 104 leitos normais e 10 de UTI. Nos dois casos, os atendimentos serão 100% pelo SUS.

As novas unidades de tratamento intensivo do Interior vão se somar a duas UTIs de qualidade ainda não existente no Paraná, cada uma com dez leitos, que estão sendo instaladas no chamado Anexo da Mulher do Hospital do Trabalhador, em Curitiba. A ala vai atender pacientes da capital e cidades do entorno, mas também estará aberta para gestantes de outras partes do Estado, caso necessário.

A abertura das UTIs só depende da chegada de equipamentos importados e estarão em pleno funcionamento no segundo semestre. Uma será destinada às mães e outra será exclusiva para atenção neonatal, para bebês de grande prematuridade - nascidos com menos de 1 quilo.

No primeiro quadrimestre deste ano, a mortalidade materna no Paraná teve uma pequena redução de 21 para 20 óbitos. Para perseguir resultados ainda melhores, o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, anunciou a reativação do Comitê de Prevenção da Mortalidade Materna, organismo de controle social dos óbitos maternos, também responsável por apontar medidas de intervenção para a redução dos casos.

Segundo o secretário, faz parte da política da atual gestão manter o que dava certo nas administrações anteriores, mas a determinação é ampliar ações da rede de atenção materno-infantil. “Demos continuidade aos programas implantados anteriormente e vamos investir na qualificação dos pontos de atenção materno-infantil”, afirma Beto Preto.

Nestes e outros aspectos, o comitê que será reativado vai atuar em parceria com os Conselhos Profissionais da Saúde, Associações dos Municípios do Paraná, Consórcios Municipais de Saúde, gestores municipais e representantes da sociedade civil organizada. “Faremos juntos o enfrentamento para a redução da morte materna”, afirma a diretora de Atenção e Vigilância à Saúde, Maria Goretti David Lopes.

COMO FUNCIONA – A gestante tem a Unidade Básica como porta de entrada no Sistema Único de Saúde (SUS), geralmente um posto de saúde das prefeituras municipais. Todo esforço é feito para que ela entre no sistema de preferência com até 12 semanas de gestação.

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