Mulheres comentam experiência da maternidade em diferentes fases da vida

Família vai comemorar primeiro Dia das Mães com as trigêmeas. Por: Divulgação

Família vai comemorar primeiro Dia das Mães com as trigêmeas

Fonte: Divulgação

Ser mãe é algo desafiador e ao mesmo tempo maravilhoso na vida da grande maioria das mulheres. Como diz o ditado, “ser mãe é padecer no paraíso”, ou seja, sofrer, alegrar, suar e amar ao cuidar da coisa mais importante de sua vida.

Maternidade tardia

Ter filhos sempre foi um dos sonhos da professora Cleide Goedert Araújo. No entanto, perante a medicina ela não poderia ter filhos, mas apesar disso, ela que é casada há mais de 20 anos nunca desistiu do desejo de ser mãe e em uma missa de cura e libertação do padre Luizinho ela pediu que se fosse digna da maternidade que Deus colocasse uma criança no caminho dela. “O padre disse que, naquela noite, foi curada uma mulher que não podia ter filhos e ela vai realizar o sonho de ser mãe. Naquele momento senti um arrepio da cabeça aos pés”, contou.

Foi então que aos 41 anos Cleide Goedert engravidou e deu à luz a Ana Laura, que vai completar 11 anos no dia 14 de novembro. “Eu senti a mão de Deus e o Espírito Santo no dia que engravidei. Foi um presente de Deus nas nossas vidas”, disse.

Antes de realizar o sonho de ser mãe, Cleide Goedert chegou a cuidar uma criança recém-nascida em Roncador, chamada Isadora, mas após 3 meses, a bebê foi levada para um abrigo em Iretama, porque a professora não estava na fila de adoção. “Fiquei seis anos guardando as roupas da Isadora, pois sabia que Deus ia me recompensar e trazer uma menina para eu cuidar”, lembrou.

A professora comentou que apesar da considerável diferença de idade, mãe e filha têm uma relação de muita cumplicidade e companheirismo, mas também falou das dificuldades de criar uma criança indo para a adolescência. “Temos uma relação especial, porque ela foi muito desejada. É um período difícil em que ela está passando, da fase de criança para adolescência, e eu falo que tudo que acontece com ela eu tenho que ser a primeira a saber. Eu não tive convívio com minha mãe e quando ela começou a me chamar de mãe, foi muito especial e se eu pudesse dar a minha vida por ela, eu daria”, completou

Mãe Jovem

A cirurgiã dentista Paula Oliveira, 23 anos, é mãe do Nicolas, que veio ao mundo no dia 18 de março. Mãe de primeira viagem, ela conta como está sendo a experiência de ter um filho ainda bastante jovem. “A partir do nascimento dele eu também nasci de novo, aprendi a lidar com a vida de uma forma diferente e quando o vi e pela 1ª vez, eu sabia tudo o que tinha que fazer, pegar no colo, trocar fraldas, colocar para dormir. Temos uma conexão desde a gestação, mas ainda estamos nos conhecendo e aprendendo um com o outro. Quero aproveitar esse período de licença maternidade para aproveitar ao máximo essa fase do colo de mãe”, explicou.

Ela informou que descobriu a gravidez 2 meses após o casamento e levou um susto, porque estava fazendo pós-graduação em Ortodontia e pretendia começar faculdade de Química no 2º semestre desse ano. Paula Oliveira definiu que ser mãe é um turbilhão de emoções e sentimentos. “Inicialmente foi um grande susto, porque parece que sua vida vai parar, mas você vai descobrindo que pode conquistar as coisas tendo seu filho por perto, inclusive, fiz um curso do Ministério Infantil da igreja. É um amor profundo e inexplicável. Toda mulher deveria ser mãe uma vez na vida para experimentar essa sensação”, frisa.

Paula Oliveira diz que ser mãe é ter o coração fora do peito. Por: Antonello Nadal

Paula Oliveira diz que ser mãe é ter o coração fora do peito

Fonte: Antonello Nadal

Mãe de trigêmeas

Vânia Daniele Vicentin Inácio, 37 anos, faz parte de um grupo raro de mães que tiveram filhos trigêmeos. Em setembro, ela foi agraciada com o nascimento de Karine, Karoline e Kamily. Antes, porém, ela já era mãe de dois meninos, de 7 e 14 anos.

Ela comentou que a rotina é bem corrida e para cuidar das bebês conta com ajuda da família. Segundo Daniele Vicentin, as trigêmeas estão em uma fase onde gostam de brincar, rir, mas também pedem colo. “Aquele susto que levei no início e a preocupação de como seria estão sendo revertidos em alegria. Só quem têm trigêmeos consegue explicar o quanto é bom e renovador”, destacou a mãe, lembrando que as meninas nasceram de 33 semanas, por isso precisaram ganhar peso na UTI neonatal antes de ir em definitivo para casa.

A mãe ressaltou que cada uma das três tem personalidade e um jeito de ser. Karine é mais nervosa, birrenta; Karoline é a mais alegre, passa o dia rindo, brincando, tentando engatinhar; Kamily não gosta de dormir no colo.

Conforme Vânia Daniele, Karine e Kamily são idênticas, tem cabelos pretos e são diferenciadas pelo brinco que usam. Já Karoline tem cabelos e pele mais clara. “Ser mãe de trigêmeas é uma benção de Deus. Já tenho dois filhos crescidos e agora três meninas bem saudáveis, é um sentimento de gratidão a Deus por essa felicidade e passar meu primeiro dia das mães com todos eles juntos”, descreveu.

Ela ressaltou que algumas pessoas duvidaram que ela pudesse dar conta de cuidar das três meninas. “As dificuldades existem, mas meu maior desafio foi superar as palavras negativas de quem nunca passou por isso, e não sabem o quanto é bom ser mãe de trigêmeos. Vai ser um dos melhores Dias das Mães da minha vida”, afirmou Daniele, citando que conta com doações de fraldas, leite fornecido pelo município, por meio do Departamento de Saúde, roupas divididas pela família para suprir a grande demanda utilizada pelas três meninas.

Cleide Goedert com o marido e a filha Ana Laura

Cleide Goedert com o marido e a filha Ana Laura

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