IFPR Ivaiporã promove palestra de incentivo ao empreendedorismo

Luiz Shimizo, Gisele Moro, Anna Michella Arruda e Lucas Rafael Ravar

Luiz Shimizo, Gisele Moro, Anna Michella Arruda e Lucas Rafael Ravar

O Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus Ivaiporã, promoveu na sexta-feira, dia 3 de maio, uma palestra com o consultor do Sebrae para o agronegócio, Luiz Shimizo, e com o produtor rural Lucas Rafael Ravar sobre empreendedorismo no meio rural. A ação foi voltada aos alunos dos cursos de Agronomia, Agroecologia e Física, onde foram debatidas as características do empreendedor e como potencializá-las. Shimizo ainda abordou o trabalho em equipe e como usar startups e tecnologias para promover novos negócios na agricultura familiar.

A professora Gisele Moro, organizadora do evento, comentou que após a graduação muitos alunos ficam no aguardo de um emprego formal ou a aprovação em concurso público, quando poderiam aproveitar as ferramentas disponíveis, pois a maioria é filha de produtores rurais e poderia usar os conhecimentos recém-adquiridos e o que já possui e desenvolver novos negócios. “Um empresário ou empreendedor bem sucedido tem uma remuneração melhor do que um empregado e essa palestra busca mostrar aos alunos que existem outras formas de trabalho e que eles podem abrir um pouco a mente e procurar outras possibilidades”, frisa.

Shimizo ressalta que algumas características empreendedoras podem ser trabalhadas e aperfeiçoadas, como a formação de uma equipe multidisciplinar, composta por pessoas que agreguem vários conhecimentos e, principalmente, a resiliência, que é a virtude de não desistir ao primeiro obstáculo, mas também de aprender com os erros.

Entre as áreas do Agronegócio que ele enxerga como boas opções de negócios, estão o mercado de orgânicos, que continua avançando; a produção em estufas com alta produtividade em pequenos ambientes; produtos com indicação geográfica ou de procedência, que é comum na Europa e começa a ganhar força no Brasil; e a produção de cafés especiais que possuem alto valor agregado. “As commodites, como soja, trigo, milho e até mesmo o leite, cada vez mais, terão uma margem de lucro apertada e ficarão para os grandes produtores; a agricultura familiar precisa buscar alternativas que gerem valor à produção”, comenta.

Uma das experiências apresentadas foi do produtor Lucas Rafael Ravar, produtor de café da região de Jacutinga, que ficou em quinto lugar no Concurso Café Qualidade Paraná, e que já está comercializando cafés especiais. Ele destaca que a principal vantagem da produção de cafés é o preço pago, que chega a ser até 3 vezes maior que em uma saca de café normal. No entanto, os desafios ainda são maiores, como a falta de reconhecimento da indicação geográfica, que está sendo trabalhado e, principalmente, o alto custo para a produção desse tipo de café. “O café gourmet depende do clima e, por isso, ele não pode ser a atividade principal, mas sim uma fonte de complemento de renda”, comenta o produtor.’

Alunos acompanham explanação sobre empreendedorismo

Alunos acompanham explanação sobre empreendedorismo

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