Milho safrinha sofre com controle da lagarta

Apesar de não ser uma cultura tradicional de inverno na região de Ivaiporã, cada vez mais o plantio de milho safrinha ganha importância, como uma alternativa aos produtores que tentam evitar as inconstâncias da cultura do trigo, tanto de mercado, como de clima.

Segundo o engenheiro agrônomo da unidade da Coamo de Ivaiporã, Fernando Soster, os produtores que conseguiram plantar a soja de forma antecipada e realizaram a colheita até o dia 20 de fevereiro, principalmente com áreas nos municípios de Jardim Alegre, Lidianópolis e Lunardelli, conseguiram fazer o plantio dentro do prazo estabelecimento pelo zoneamento agrícola e, com isso, estão com as lavouras bem desenvolvidas até o momento. Alguns produtores que colheram a soja já no mês de março, também fizeram a aposta no milho safrinha, mas para esses casos não existe cobertura de seguro agrícola, pois plantaram fora do prazo do zoneamento agrícola.

Soster destaca que, até o momento, o desenvolvimento das lavouras é muito satisfatório, já que as chuvas que ocorreram há algumas semanas permitiram esse bom desenvolvimento. No entanto, as lavouras entram agora em um período complicado, onde a ocorrência de chuvas é menor, mas a planta necessita de água, principalmente no período de pendoamento, que está se iniciando.

Os produtores que plantaram fora do período determinado pelo zoneamento agrícola, estão apostando no milho, principalmente para a produção de silagem, o que é possível com apenas 80 dias de lavoura.

Lagarta

No entanto, segundo o agrônomo, um grande problema que está ocorrendo com as lavouras é o ataque de lagarta. Mesmo as plantas com tecnologia BT (derivada da fonte dos genes utilizados nesta tecnologia, a bactéria Bacillus thuringiensis), resistentes à praga, estão sofrendo com a alta infestação do inseto. Já as lavouras que não usam essa transgenia, estão necessitando de aplicações constantes de inseticida.

Soster ressalta que, nos próximos dias, será preciso que chova bastante para garantir uma boa produtividade das lavouras, pois uma boa formação garante produtividade melhor.

Em relação ao ano passado, a área de milho safrinha caiu cerca de mil hectares na região e, para essa cultura, apenas 4 mil hectares na área de atuação da Coamo estão ocupadas para o cultivo.

Com relação à área de trigo, mesmo com todas as dificuldades da cultura, a safra de 2019 deve ocupar praticamente a mesma área do ano passado, já que para o produtor ainda é mais vantajoso ocupar o solo com a cultura, do que deixar a terra sem nenhum tipo de cobertura.

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