Linguagem informal

É a que se usa para se comunicar com seus amigos, familiares e todas as outras pessoas com as quais convive no dia a dia e não tem uma relação de hierarquia específica (dependendo da empresa em que trabalha, por exemplo, e do ambiente construído ali, talvez não tenha tanta liberdade com seu chefe, alguns colegas de trabalho e/ou clientes). Resumindo, é a linguagem “normal” que usamos para conversar com a maior parte das pessoas todos os dias. Leve em conta que a linguagem informal ou algumas de suas características não são erradas, como muitos podem achar. Essa é uma linguagem perfeitamente útil e funcional para nos comunicarmos eficientemente no dia a dia. O que acontece é que em todas as línguas há contextos e contextos para utilizarmos suas diversas variações. No caso da escrita de qualquer trabalho científico, a informalidade não será muito bem avaliada, pois a exigência é de outra variação da língua portuguesa: a modalidade formal.

O português que usamos pra nos comunicar no dia a dia não vai nos levar a uma avaliação muito boa em um texto científico. Podemos nos lembrar de algumas características dele que devem ficar de fora desse tipo de produção: Tom de “revolta”, ao escrever algo como “é um absurdo que…”. Esse tipo de comentário não cabe no formato de texto exigido, tanto por ser mais informal quanto por se tratar de um posicionamento um pouco mais pessoal, quando a dissertação argumentativa deve ser mais embasada em argumentos e fatos para convencer o leitor de seu ponto de vista. A primeira pessoa (eu/nós) deve ser evitada. Especialmente colocações como “eu acho” e “na minha opinião”. Conversar” com o leitor também não é correto. Dizer coisas como “e se fosse com você?”ou “você deve fazer isso” são exemplos de informalidade que devem ser evitados na redação.

Linguagem Formal

É aquela que se aprende na aula de português e se vê na maior parte da mídia escrita (jornais, revistas e livros – online também vale). Ela também é usada na fala, mas em momentos um pouco mais “sérios”, como em reuniões e até mesmo apresentações na escola (afinal, muito provavelmente, ninguém inicia um seminário na escola ou uma entrevista de trabalho dizendo coisas do tipo “E aí galera, beleza?”, né?)

A modalidade formal é livre de abreviações (só podem as de nomes de instituições, com o devido significado na frente, ), raramente deve-se usar “você” e conjuga os verbos de acordo com o que se aprende nas aulas.

Em resumo, a linguagem formal é a que vemos mais na mídia escrita e falada e é a que vai nos ajudar a conseguir uma maior pontuação em situações que exigem esse tipo de formalidade, por exemplo, na redação do Enem ou em concursos e vestibulares, por ser exatamente a modalidade exigida.

Até a próxima semana.

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