Safra de soja tem quebra na região

Carlos Mattos já acionou o seguro agrícola

Carlos Mattos já acionou o seguro agrícola

Com a colheita da soja em andamento na região central, já é possível afirmar que a falta de chuva, especialmente nos meses de dezembro e janeiro, e as temperaturas muito altas, em alguns dias acima dos 35º graus, prejudicaram a produtividade da soja, principal produto agrícola da região central.

O produtor rural e vice-prefeito de Ariranha do Ivaí, Carlos Bandiera de Mattos, já acionou o seguro agrícola para cobrir o prejuízo em uma área plantada, na antiga Fazenda Batatais, que fica próximo ao Rio Ivaí. Nessa área, a característica do clima é mais quente que no restante da região e, com a falta de chuvas no mês de dezembro, a produção deve ficar abaixo das 65 sacas por alqueire. “Para se ter uma ideia, no ano passado, no mesmo local, a produção foi de 150 sacas. O perito fez uma previsão de 67 sacas, mas acredito que ficará abaixo disso”, avalia.

Ele tem outra área plantada, mas próximo à cidade de Ariranha do Ivaí, que tem um ciclo de desenvolvimento mais tardio e conseguiu pegar algumas chuvas durante a frutificação, no entanto, a produção ficará ainda abaixo do ano passado. “Vamos precisar de ajuda do governo, não com a questão do custeio, que é coberta pelo seguro, mas com as dívidas de financiamento de máquinas e implementos, que sem produção, não tem como serem quitadas. Já estamos em contato com as autoridades do Governo Federal para pedir a prorrogação da dívida”, cita o vice-prefeito.

O agricultor Marcos Esquiçato também não está otimista com a produção de soja em 2019. Mesmo sem ter colhido a área de 70 alqueires, ele já estima uma perda na ordem de 15% em sua propriedade. Membro da diretoria do Sindicato Rural de Ivaiporã, ele relata que muitos agricultores estão sofrendo com a quebra das lavouras e o momento é de atenção. Em sua opinião, o que pode aliviar um pouco o prejuízo é uma reação nos preços, que pode recuperar o prejuízo.

O gerente da unidade de Coamo de Ivaiporã, Domingos Carlos Fontana, salienta que as primeiras lavouras colhidas no final de janeiro e que foram plantadas de forma antecipada, pegaram praticamente todo o período de estiagem em um momento que a planta mais dependia de umidade e, com isso, a quebra foi considerável. Já as lavouras colhidas na segunda semana de fevereiro tiveram uma queda de produção menor, já que parte do período de frutificação foi com chuvas. “Agora vamos entrar numa parcela que foi afetada com a estiagem, e a produtividade deve ficar aquém do que a gente imaginava”, cita o gerente.

Ele acredita que a estimativa, nesse momento, é de uma redução entre 13% a 15% na produção. Fontana relata que a soja não suporta altas temperaturas, acima de 37 graus, e isso causa abortamento das vagens e folhas e quando a planta precisa dessa folhagem para o enchimento dos grãos, não consegue, o que implica em uma soja menor e com menos peso.

Marcos Esquiçato espera uma melhoria nos preços

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