Exposição solar e os riscos de câncer de pele

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Durante a maior parte do dia estamos expostos a situações e substâncias que causam danos a nossa pele, no verão, principalmente. Os cuidados precisam ser redobrados devido às radiações solares UV, A e B, responsáveis por lesionar o interior das células. As células lesionadas se reproduzem, deixando marcas e contribuindo para o desenvolvimento de câncer de pele.

Nem toda pinta ou “sinal” pode ser considerado um câncer e, justamente por isso, é comum não dar atenção quando uma manchinha nova aparece no corpo. Infelizmente, esse descuido natural pode dificultar o diagnóstico precoce e o tratamento da doença.

O tipo não melanoma é o mais comum no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados. Esse tipo de neoplasia apresenta tumores de diferentes tipos, o mais incidente e menos agressivo é o carcinoma basocelular.

Já o tipo melanoma tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e, apesar de ser responsável pelos casos mais graves, com maior índice letal, este tipo de câncer de pele representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão.

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PREVENÇÃO

- Para a prevenção do câncer de pele e de outras lesões provocadas pelos raios UV, é necessário evitar a exposição ao sol sempre que possível, principalmente, nos horários mais intensos, ou seja, das 10 às 16 horas.sem proteção. Se a exposição for inevitável, deve-se incentivar o uso de chapéus, guarda-sóis, óculos escuros, camisas de mangas longas e filtros solares durante qualquer atividade ao ar livre.

- Também é importante que se estimule a procura por proteção física (áreas de sombra), que podem ser desde árvores até edificações como marquises. Áreas de sombra reduzem em até 50% a intensidade das radiações UV.

- Grandes altitudes requerem cuidados extras. A cada 300 metros de altitude, aproximadamente, aumenta em 4% a intensidade da vermelhidão produzida na pele pela luz ultravioleta. A neve, a areia branca e as superfícies pintadas de branco são refletoras dos raios solares.

- Considerando-se que os danos provocados pelo abuso de exposição solar são cumulativos, é importante que cuidados especiais sejam tomados desde a primeira infância.

- O uso do filtro solar não tem como objetivo permitir o aumento do tempo de exposição ao sol, nem estimular o bronzeamento. O real fator de proteção varia com a espessura da camada de creme aplicada, a frequência da aplicação, a transpiração e a exposição à água.

- É recomendado que durante a exposição ao sol sejam usados filtros com FPS 15 ou mais e que protejam também contra os raios UV-A. Os filtros solares devem ser aplicados 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicados a cada duas horas ou após nadar, suar e se secar com toalhas.

Observe seu corpo e procure um médico caso perceba algum sinal diferente.

Dr Orlando Holovka - Biomédico

Lidiane Ribeiro - Bioquímica

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