Regional de Saúde de Ivaiporã consegue redução nos indicadores de mortalidade materno-infantil

Região consegue redução na mortalidade materno infantil

Região consegue redução na mortalidade materno infantil

Na 22ª Regional de Saúde de Ivaiporã, desde 2017, vem sendo desenvolvidas ações relevantes para diminuição da mortalidade infantil, de crianças entre 0 a 1 ano, na região. Entre as ações, estão a qualificação da estratificação de risco das gestantes em todos os pontos de atenção; organização do fluxo da gestante na Rede de Atenção; diminuição da fila de espera para acesso ao Ambulatório de Alto Risco, através de protocolos de acesso de acordo com a condição apresentada pela gestante; garantia da vinculação do parto ao hospital de referência de acordo com o risco gestacional; capacitação in loco, realizada pela equipe da Regional de Saúde com as equipes que realizam o pré-natal na Atenção Primária de todos os municípios; desenvolvimento de Sistema de Gerenciamento da Rede de Atenção às Gestantes para monitoramento em tempo real e acompanhamento pelos profissionais de situações específicas para garantia da qualidade do pré-natal como apoio aos municípios.

Esse trabalho resultou para a Regional de Ivaiporã na diminuição da mortalidade materna para 2 casos em 2017 e nenhum caso em 2018; e redução da mortalidade infantil para 10 casos em 2017, que representaram a menor taxa de Mortalidade Infantil de todo o Estado do Paraná, o que corresponde a 5,66 mortes a cada mil nascidos vivos. Porém, no ano de 2018, o número de casos de óbito infantil voltou a subir na região, chegando a 21 óbitos, o que representa uma taxa de mortalidade de 11,81 mortes a cada mil nascidos vivos na região. A malformação está presente e determinante em 47% dos casos; problemas evitáveis no pré-natal somam mais 23,8%, problemas evitáveis na puericultura representaram mais 9,5% dos óbitos.

Essa análise permite avaliar que 38,1% dos casos ainda ocorreram devido à necessidade de qualidade no pré-natal, por situações sensíveis a atenção primária, e que 52,6% foram inevitáveis devido a malformações e situação inconclusiva de óbito. Os demais casos foram devido à atenção ao bebê no parto e infecção hospitalar, com um caso em cada situação.

Nesse ano de 2019, a 22ªRS planeja fortalecer as ações já desenvolvidas, aproximar ainda mais as orientações para qualificação do serviço prestado às gestantes e bebês nos hospitais, bem como iniciar a capacitação in loco para as equipes que realizam puericultura nos municípios.

Fonte: SIM e SINASC Estadual, Base DBC de 17/01/2019. CVSA. Dados preliminares de 2017 a 2018.

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