Pitanga berço meu

Imagem da notícia.

Pequena musa adormecida,

Símbolo de minha vida, berço meu!

Minha terra, minha guarida,

Dona do futuro, do presente,

E recordação do passado que viveu.

És o chorar de uma criança

E o revoar de uma saudade;

Dos heróis, rica lembrança,

Dos humildes, feliz eternidade.

Tuas montanhas e rios

Cada vez mais a dignificam,

Dão estética ao colorido que é teu.

O céu e os pássaros que aqui habitam

Refletem a tua beleza, berço meu!

De cada dia ao morrer,

És beleza e mais vida.

Teus vales e frondes

Que ainda hei de ver

Destacam o que existe de belo

Em ti, minha terra amada.

Mas não sei por que,

Este teu filho, hoje tão triste,

Tem em seus olhos o pranto

De quem vai partir...

Mas mesmo assim, quando um dia morrer

Quero em ti ser escondido,

Quero que as raízes que são tuas

Conservem meus olhos, meu coração.

Quero por mim sentir correr

A saudade daqueles

Que construíram a sua história,

In memória,

O hoje deste teu mundo jovem,

Diferente, decidido,

E que muito há de ler,

Ser.

E que entre suas leituras

Estejam meus poemas;

Os poemas que por mim, só por mim

Foram cantados,

E cantados para ti,

Minha terra!

Poesia de José Altevir M. B. da Cunha, do livro “De onde vim, onde estou e para onde volto”, pg. 19, Editora Estúdio Texto, 2018

Imagem da notícia.

Comentários