Adoção de cachorros é um ato de amor

Acolher um animal em casa traz alegria para as famílias. Por: Divulgação

Acolher um animal em casa traz alegria para as famílias

Fonte: Divulgação

Quem cuida de um cão é unânime em afirmar que o amor não tem cor ou raça. A relação com os amiguinhos de quatro patas deveria envolver carinho, alegria e algumas responsabilidades, mas nem sempre é isso que acontece.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 44% das casas dos brasileiros vive pelo menos um cachorro. Estes números revelam, portanto, que a população de cães domésticos no Brasil chega a 52,2 milhões. No entanto, cerca de 20 milhões deles habitam as ruas das cidades, acometidos por doenças, maus tratos e se reproduzindo sem controle.

O quadro é preocupante e merece atenção. Por isso, em Ivaiporã, as adoções de pets têm crescido, à medida que as pessoas são conscientizadas.

A funcionária pública Inez da Silva Mori faz esse trabalho social há cerca de 25 anos, e acredita que a adoção tem relação direta com a boa saúde dos bichinhos. “A gente cria laços com eles, vacina e cuida com ração de boa qualidade; cada um dos cachorros que eu peguei para adoção tem um motivo e uma história. A turma foi aumentando, porque desde criança eu gosto e tenho muito carinho por cachorros, e por ver eles na rua precisando de ajuda, resolvi adotar”, disse Inez Mori, que cuida de mais de 40 cães na própria casa.

Para tentar oferecer o conforto de uma casa para os cães, a cuidadora conta com ajuda do marido e da filha, dividindo eles por canil, comprando ração, entre outras despesas. Para se ter uma ideia, Inez Mori tem cães que acolheu há aproximadamente 14 anos.

Ela ressaltou que dar um lar para os bichinhos também contribui para amenizar um problema de saúde pública existente, com animais abandonados circulando pelas ruas. “Os cachorros que estão na rua sem o devido cuidado têm a tendência de procriar pelo menos duas vezes no ano. Por isso, considero importante não deixar animais abandonados, além de castrá-los. Certa vez, eu peguei um cachorro que estava com a bacia quebrada, após ter sido atropelado. Não sei o que teria acontecido com ele se eu não o recolhesse. Assim, a gente vai se afeiçoando aos animais”, afirmou.

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Quem também resolveu acolher os bichinhos na própria casa é a cabeleireira Lucinéia Neves Lopes, mais conhecida como Lú, do Salão do Povo, que cuida de 11 cachorros com a ajuda do marido. Ela conta que, inicialmente, tinha um Husky Siberiano e começou a adotar cachorros que foram doados por vizinhos ou abandonados em frente à casa dela. “Decidi adotar porque tenho verdadeira paixão por animais, e é revoltante ver a quantidade de animais abandonados nas ruas. Eu não tenho condições financeiras para isso, mas se pudesse, eu adotaria todos eles e daria muito mais conforto”, comentou a cabeleireira, lembrando que apesar de não acolher em casa, ela procura dar uma atenção com ração, água e medicamentos quando aparecem cachorros machucados próximo ao salão.

Segundo a cabeleireira, as despesas com os animais são custeadas por ela e pelo marido, mas que todo esforço vale a pena. “Chegar em casa e ver eles todos felizes para me receber é uma sensação gratificante. É um amor puro e incondicional”, destacou a cabeleireira, que é cuidadora de cães há cerca de 6 anos.

Para Lucinéia Lopes, a maior recompensa é fazer o bem para os animais, além de ser um trabalho humanitário que reflete na sociedade. “Estou ajudando um animal que poderia estar na rua, com fome, sede e sofrendo maus tratos. Na hora da adoção é tudo bonito, fofinho, mas depois, as pessoas devolvem para o canil, abandonam ou maltratam os animais. São atitudes deprimentes, que me deixam furiosa, porque quem tem coragem de agir assim com um animal, também pode fazer o mesmo com uma criança”, desabafou Lucinéia Lopes.

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