Polícia Militar faz avaliação de 2018 e aponta queda de furtos e roubos na região

Capitão Élio Boing apresenta números de ocorrências registradas pela Polícia Militar

Capitão Élio Boing apresenta números de ocorrências registradas pela Polícia Militar

A 6ª Companhia Independente da Polícia Militar de Ivaiporã divulgou os números de ocorrências relativas ao ano de 2018 e apontou uma queda no número de furtos e roubos em toda área de jurisdição. Os dados foram divulgados na sexta-feira, dia 28 de dezembro, e não incluem os últimos três dias do ano, mas apontam uma tendência do que houve com os crimes durante o ano.

Segundo o capitão Élio Boing, comandante da 6ª CIPM, houve uma queda nas ocorrências relacionadas a roubo, que caíram de 202 em 2017 para 187 em 2018; uma redução de 7,4% em toda a área de atuação da PM de Ivaiporã. Também aconteceu uma pequena redução no número de furtos, que saíram de 959 para 922 ou 3,8% menos. Houve, ainda, uma diminuição no número de ocorrências envolvendo apreensão de arma de fogo, que caiu de 93 para 83, queda de 10,6%.

O número de crimes de lesão corporal ficou praticamente estável, oscilando na faixa de 680 em 2018. Assim como os registros de violência doméstica, que foram 179 em 2017, e 184 casos agora.

Houve redução no número de pessoas presas ou apreendidas e conduzidas tanto para a confecção de Termo Circunstanciado ou Inquérito Policial. Em 2017, foram 1.332 pessoas detidas ou apreendidas e, no ano passado, o número ficou em 1.244, com redução de 6,6%.

Outra pequena oscilação negativa também aconteceu com o número de boletins confeccionados, que caiu de 6395 para 6123. “Mas o número é considerável, levando em conta que a cada 3 atendimentos da PM, apenas um se transforma em boletim de ocorrência; acreditamos, que por dia, na área da Companhia, atendemos cerca de 50 ligações ou solicitações de viatura”, destaca Élio Boing.

Tráfico

Outro número positivo apontado pelo comandante é justamente o aumento no número de prisões relacionadas ao tráfico de drogas, que cresceu 15% em comparação ao ano anterior. “O tráfico de drogas é um crime que está ligado a uma série de outros ilícitos; quando se consegue tirar de circulação mais pessoas que realizam tráfico, também se faz um trabalho preventivo, pois o consumidor do entorpecente, quando não tem dinheiro, acaba levando um objeto que, muitas vezes, é furtado e isso eleva os índices do roubo ou furto”, avalia o comandante.

Boing ressalta que a queda no número de furtos e roubos é resultado do trabalho preventivo e das operações que a PM fez em toda a região, no ano passado. Cerca de 100 operações de diversas finalidades foram realizadas, como vistorias em bares, veículos e a presença em eventos ou operações na área urbana e rural, e isso ajuda a inibir a prática de delitos.

O capitão comenta que uma das táticas usadas pela PM para reforçar a ideia da presença policial é justamente andar com as viaturas em baixa velocidade e com o giroflex ligado ou ainda estacionar os carros da PM em praças ou em cima de calçadas. “Esse tipo de atitude é feita justamente para que a presença policial seja notada, isso aumenta a sensação de segurança da população e inibe a prática de crimes, pois quanto maior o policiamento preventivo, menor a necessidade de utilização de força”, relata.

Trânsito e homicídios

No entanto, dois números geraram preocupação para a PM e devem ser foco do trabalho a partir de 2019. O número de homicídios na região teve um aumento e saiu de 7 para 11. O capitão avalia, no entanto, que apesar do aumento, o número está muito abaixo da média nacional. Baseado na população residente na área da 6ª CIPM, o número é de menos de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes/ano. A média brasileira é de 29 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Já os números do trânsito vão requerer uma atenção maior da Polícia Militar. Em toda a área da 6ª CIPM, o número de acidente foi o mesmo que em 2017, 306 ocorrências registradas pela PM. No entanto, o número de feridos pulou de 103 para 181 e as mortes saltaram de 5 para 17. “Essa é uma preocupação que temos, pois existem mais pessoas morrendo no trânsito do que em crimes como homicídio; além disso, as pessoas feridas, além do transtorno para elas próprias, também geram gastos públicos no tratamento da saúde”.

Ele ressalta que a PM deve intensificar as operações nesse sentido, em 2019, e aumentar o número de operações e de patrulhamento, além da presença da PM na rua e, com isso, reduzir o número de acidentes e, consequentemente, de mortes no trânsito. “Temos que continuar nesse mesmo caminho, fazendo operações, vistoria em bares e operações no centro da cidade, nas entradas e saídas das cidades”, ressalta o comandante da PM.

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