Produtor rural de Lunardelli utiliza lodo de esgoto para adubação de laranjal

Lodo sendo retirado da Ete Pindauvinha, em Ivaiporã

Lodo sendo retirado da Ete Pindauvinha, em Ivaiporã

O produtor rural Edivaldo Tambarussi recebeu, na semana passada, 10 toneladas de lodo de esgoto higienizado para aplicação em 1.200 pés de laranja-pera, que ele cultiva no Sítio Madrugada, em Lunardelli. Ele ainda irá receber mais 14 toneladas do produto. “A orientação foi do agrônomo que me dá assistência e que atende outros produtores de laranja, com bons resultados”, diz. Edivado então procurou a Sanepar em sua região e se cadastrou para receber o produto.

Hoje, a produtividade da laranja plantada por Edivaldo é de 120 kg da fruta por pé. O engenheiro agrônomo Fábio Mulati, de Nova Esperança, que dá consultoria a Edivaldo e a mais 21 produtores de laranja, afirma que em média o aumento é de uma caixa por pé (40,8 kg). Segundo ele, dos 22 produtores da região que ele assiste, 8 já utilizam o lodo como adubo. “É que a Sanepar atende os pequenos produtores, então os maiores não têm como utilizar”, afirma.

O primeiro produtor de laranja a quem o agrônomo dá consultoria, que começou a usar o lodo como adubo foi há 7 anos, em Flórida, e o resultado foi muito bom. “Eu sempre utilizei adubo orgânico, mas o lodo que vem da Sanepar está no topo, é um ótimo condicionador de solo”, explica. Segundo Fábio, no primeiro ano de uso, há uma melhora no aspecto visual da planta, com folhas mais verdes e vistosas. O incremento na produtividade começa a partir do segundo ano.

O lodo entregue em Lunardelli foi produzido e higienizado na Estação de Tratamento de Esgoto Pindauvinha, em Ivaiporã (a 24 km da propriedade rural). O transporte foi feito pela Sanepar. O produtor não pagou nada para receber o produto. Este atendimento tem supervisão do técnico químico Antônio Paulo Mancino e da engenheira agrônoma Sandra Silveira, ambos da Sanepar.

O gerente regional da Sanepar Luiz Carlos Jacovassi afirma que o programa de uso do lodo beneficia o agricultor, com aumento de produtividade sem adubação química, e também o meio ambiente. “Sem esta destinação, a Sanepar tem que levar o lodo até um aterro. Na agricultura, há um uso sustentável deste subproduto gerado no processo de tratamento de esgoto.”

Edivaldo, com o filho Eduardo e a engenheira agrônoma Sandra Silveira, da Sanepar

Edivaldo, com o filho Eduardo e a engenheira agrônoma Sandra Silveira, da Sanepar

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