Emater promove giro técnico de soja em Ivaiporã

Técnicas do Manejo Integrado de Pragas são apresentadas aos produtores de soja

Técnicas do Manejo Integrado de Pragas são apresentadas aos produtores de soja

A Emater de Ivaiporã, em parceria com a Coperagro e a Embrapa, realizou na propriedade rural de José Natal e Paulo Adriano de Souza, no Alto Porã, em Ivaiporã, um giro técnico sobre a cultura da soja. O evento ficou sob a responsabilidade do técnico agrícola e extensionista da Emater, Edinho de Oliveira.

O objetivo do evento foi apresentar e conversar com os participantes sobre a importância da inoculação e coinoculação na soja; manejo de ferrugem asiática e manejo integrado de pragas. O tema “inoculação e coinoculação” foi abordado por André Prando, da Embrapa Soja, que apresentou a forma correta de utilização dessa tecnologia e que pode gerar um incremento de até 16% em produtividade, segundo a pesquisa. Oliveira comenta , na região, há produtores que conseguem produzir 7 sacas a mais por hectare, com a utilização correta dessa tecnologia.

O tema “ferrugem da soja” foi abordado pela especialista Claudine Seixas, também da Embrapa Soja, que descreveu como está a situação das lavouras no Paraná e sobre o monitoramento que é realizado através do site do consórcio antiferrugem, que acompanha as principais lavouras do Paraná. Edinho Oliveira relata que, na região, existem 6 coletores de esporos que fornecem informações para o site. Os instrumentos estão localizados nos municípios de Ivaiporã, Ariranha do Ivaí, Cruzmaltina, Faxinal e Pitanga e, até a semana passada, não havia registro de esporo de ferrugem na região. “Essa é uma ferramenta a mais, que nos ajuda a identificar o momento que a ferrugem está chegando à região e, com isso, o produtor tem uma ideia do momento correto de fazer a aplicação do fungicida, evitando aplicações em excesso”, frisa o técnico.

Esse controle da presença de ferrugem na região faz parte do Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIP), tema que foi abordado pelos engenheiros Samuel Rogia, da Embrapa, e Luiz Carlos de Castro, da Emater. Há cinco safras, essa parceria desenvolve o MIP em 612 propriedades no Paraná e os resultados mostram como o sistema é eficiente, reduzindo o número de aplicações de inseticida e também reduzindo os custos para o agricultor. Com o MIP, as propriedades tiveram uma média de 2,1 aplicações por safra, enquanto a média das lavouras é o dobro disso no Paraná. A primeira aplicação nessas propriedades monitoradas ocorreu no 67º dia, em média, enquanto nas outras propriedades a primeira aplicação de inseticida ocorre no 38º dia.

Com isso, o custo médio das aplicações nas áreas monitoras é de 2 sacas por hectare, enquanto a média do Paraná é de 4,3 sacas por hectare. Outro dado importante é que a produtividade média das lavouras, com o MIP foi de 59 sacas por hectare, enquanto a média do Paraná foi de 57 sacas.

Segundo Edinho Oliveira, o objetivo do trabalho é orientar os produtores com relação às técnicas corretas para ter uma boa produção e com a aplicação dos produtos no momento correto. A Coperagro é coordenada pela engenheira agrônoma Lidiana Varela e pelo técnico agrícola Everton da Silva. Cerca de 40 produtores participaram do giro técnico.

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