Municípios da Amocentro devem reduzir ações para fechar o ano no azul

Prefeitos debatem medidas para superar crise financeira

Prefeitos debatem medidas para superar crise financeira

Representantes das prefeituras que compõem a Amocentro (Associação dos Municípios do Centro do Paraná) participaram de uma reunião extraordinária, na quinta-feira, dia 1 de novembro, quando decidiram tomar algumas medidas para que os municípios da região possam honrar com os compromissos financeiros do ano.

Segundo o presidente da Amocentro e prefeito de Pitanga, Maicol Barbosa, foi elaborado um documento, em que os todos os municípios se comprometem a paralisar os serviços efetuados com maquinários do município, à exceção dos serviços de emergência; suspender a realização e pagamento de horas extras, também com exceção às situações de necessidade extrema; suspender a contratação de pessoal e cargo em comissão e chefia; e o pagamento de gratificações no âmbito municipal. As prefeituras também vão estudar a adoção de redução do expediente, como já faz a Prefeitura de Guarapuava, que está trabalhando em apenas em meio período com expediente externo. “São ações pensadas até o final do ano, com o objetivo de economizar e cumprir com o pagamento das contas”, afirma o prefeito. A Comcam (Associação dos Municípios da região de Campo Mourão) também já adotou medidas semelhantes.

Maicol Barbosa destaca que, além dessas medidas, para que as prefeituras possam fechar o ano, outras ações estão sendo pensadas para o ano que vem. Uma das preocupações é com redução nos repasses do ICMS e também do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que devem atingir as prefeituras da região central. No Paraná, 15 municípios terão queda nos repasses do Governo Federal, sendo que desses, 5 ficam na região da Amocentro. “Essa é uma situação muito preocupante, pois afeta não apenas os municípios, mas toda a região e setores essenciais da prefeitura”, alerta o prefeito de Pitanga.

Ele destaca que o município de Pitanga fez sua parte para enfrentar esse momento turbulento, com a realização do georreferenciamento, onde não houve a necessidade de aumentar nenhuma alíquota, mas sim a adequação do imposto de algumas propriedades, que fez com que os contribuintes pagassem por aquilo que era mais justo, em função da área construída e da ocupação do solo urbano. “Algumas regiões do centro pagavam menos impostos que alguns bairros que eram mais afastados e, hoje, está tudo regularizado; isso proporcionou um aumento na arrecadação, que ajudou a salvar o índice de folha, visto que os recursos estão muito comprometidos com o Fundo de Previdência”, cita Maicol Barbosa.

Ele ressalta que, para o ano que vem, está previsto um aumento considerável nas folhas salariais, na ordem de quase 10% e isso é muito preocupante. “Ainda temos municípios que terão uma queda no FPM, o que vai acabar aumentando o índice de folha”, ressalta o prefeito de Pitanga e presidente da Amocentro.

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