Prefeitura de Ivaiporã orienta população sobre cuidados para evitar picada de escorpião

Escorpiões. Por: Divulgação

Escorpiões

Fonte: Divulgação

A Prefeitura de Ivaiporã identificou, pela primeira vez, o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), após picar um cidadão que foi prontamente atendido pela equipe do Departamento Municipal de Saúde, no dia 11 de outubro, e orientado a recorrer ao atendimento médico.

O escorpião-amarelo foi identificado pelas equipes da Vigilância Sanitária e Departamento Municipal de Saúde.

No dia 4 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou a morte de um morador de Wenceslau Braz, que foi picado na mão esquerda por um escorpião-amarelo. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde e o Departamento Municipal de Saúde reforçam que é necessário tomar cuidado para evitar a picada de escorpião – independente da espécie e, principalmente, em épocas de chuva e calor.

Nos acidentes com animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e serpentes, o diretor do Departamento Municipal de Saúde, Claudeney Martins, aconselha a procurar assistência médica rapidamente, uma vez que o tempo entre a picada e o atendimento médico pode salvar a vida do paciente.

Segundo dados da Defesa Civil, em 2017, foram registrados no Paraná mais de 17 mil acidentes com animais peçonhentos. Desse total, 2.396 por picada de escorpião com 2 óbitos. E, entre janeiro e outubro de 2018, o Estado contabilizou mais de 11 mil acidentes com animais peçonhentos. Foram 1.879 casos de picadas de escorpiões e a confirmação de dois óbitos.

No Paraná existem vários tipos de escorpiões nativos, tais como o marrom (Tityus bahiensis, Tityus costatus, Ananteris sp) e preto do gênero Bothriurus – espécies que não causam acidentes graves. A partir da década de 80, surgiu no Estado o escorpião-amarelo. Trata-se de uma espécie que se reproduz com rapidez e prefere se proteger em ambientes quentes e úmidos.

Para evitar acidente, a equipe do Departamento Municipal de Saúde aconselha a usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem; examinar calçados, roupas – cama, mesa e banho; afastar camas e berços das paredes; não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção; vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés; utilizar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos; manter limpos jardins, quintais, paióis e celeiros.

Em caso de acidentes, levar o animal peçonhento (morto ou vivo) ou uma foto para que o diagnóstico e tratamento sejam feitos adequadamente.

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