IFPR sedia 5º Encontro de Agroecologia

Agricultores e lideranças participam de atividade

Agricultores e lideranças participam de atividade

Com a presença de produtores, lideranças, representantes de cooperativas e técnicos, foi realizado, no campus Ivaiporã do Instituto Federal do Paraná (IFPR), o 5º Encontro de Agroecologia dos Territórios Vale do Ivaí e Paraná Centro, numa iniciativa da Emater, Nea (Núcleo de Estudos Agroecológicos), Instituto Federal do Paraná e Governo do Estado do Paraná, em parceria com diversas entidades, entre elas o Coresan (Conselho Regional de Segurança Alimentar e Nutricional) e o Consad Paraná.

O evento contou com três palestras, que abordaram os temas: “Limites e Desafios da Alimentação Orgânica nas Escolas”, proferida pela assessora para projetos especiais da Fundepar (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional), Maria Terezinha Ritzmann; “O Manejo Integrado de Solos e Águas como Base para os Planos de Manejo Orgânico” pela engenheira agrônoma Ana Maria Moraes; e “Reflexões Sobre o Uso de Agrotóxicos no Brasil”, pela docente do IFPR, Gisele Fernanda Mouro.

Ainda durante o encontro, foram apresentados painéis sobre a certificação de orgânicos com os professores Eduardo Michellon, Rogério Macedo, Maurício Ventura e Jackson Kawakami, que falaram sobre preservação do meio ambiente e experiências e etapas da certificação orgânica.

O coordenador estadual de agroecologia da Emater, Paulo Henrique Lizarelli, destacou que, nesse encontro, o principal foco é o debate sobre a Lei 16751, que foi aprovada em 2010, mas que ainda não foi regulamentada no Paraná, e que trata sobre a introdução de alimentos orgânicos na merenda escolar. O coordenador acredita que, atualmente, menos de 10% da merenda servida às crianças tem certificação de não uso de agroquímicos. A lei determina que até 2030, toda alimentação servida nas escolas públicas sejam provenientes de propriedades certificadas como orgânicas.

Ele explica que existe um comitê gestor que vai acompanhar a implantação dessa lei, e a ideia é que isso aconteça de forma gradativa. “Com a realização deste encontro, saímos na frente, pois hoje os produtores não estão preparados para atender essa demanda, que é grande, mas se não iniciarmos essa conversão e não fortalecermos as políticas públicas desse programa de certificação, teremos dificuldades”, comenta Lizarelli.

A presidente do Consea (Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional), Roseli Pittner, comenta que, no Paraná, hoje, cerca de 2 mil produtores certificados entregam seus produtos para a merenda escolar, mas que para atender 30% do que é consumido nas escolas seria necessário mais de 10 mil agricultores orgânicos e certificados, para atender os 78 produtos de origem animal e vegetal que são comprados para a merenda. “Temos um estudo que indica que as maiores deficiências para a conversão de produtos agroecológicos são a assistência técnica e a certificação, que é cara”, comenta.

Lizarelli salienta que o Paraná é o único Estado da Federação que tem um subsídio para que o agricultor familiar possa fazer sua certificação e, para isso, conta com o apoio dos núcleos implantados nas universidades estaduais, sendo que na região atendem a Unicentro, UEL e UEM.

A professora do IFPR, Ellen Rubia Diniz, comenta que a presença do instituto na região tem facilitado ao produtor que procura informação e também pesquisa. “Com o instituto, demos um salto no desenvolvimento da agricultura, tanto para o produtor como para a região e também para atender os consumidores da região central”, comenta a professora do IFPR.

Merenda escolar será totalmente orgânica em 2030

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