Aparecimento de cobras preocupa moradores em Ivaiporã

Duas corais são resgatadas em Ivaiporã

Duas corais são resgatadas em Ivaiporã

O Corpo de Bombeiros registrou, este ano, o aparecimento de 8 cobras em residências e estabelecimentos comerciais da área urbana de Ivaiporã. Em todos os casos, a corporação foi chamada para retirá-las e encaminhá-las aos órgãos de proteção ambiental ou foram soltas em áreas de mata fechada.

As ocorrências foram registradas na Rua Ceará, Avenida Brasil, Avenida Souza Naves, Vila São José e Jardim Aeroporto. O Corpo de Bombeiros não identifica qual a espécime de cobra capturada, mas os técnicos do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) – ouvidos pelo Paraná Centro – apontaram que a maioria é cascavel jararaca e coral. O número pode ser maior, uma vez que muitas pessoas têm o hábito de matar as cobras quando são encontradas.

O último caso foi registrado, no domingo, dia 30 de setembro, quando duas cobras corais foram encontradas em uma residência no Jardim Aeroporto. Elas estavam no tanque de lavar roupas, foram recolhidas e encaminhadas ao viveiro de mudas do IAP, onde foram identificadas. Por sorte, as duas cobras são da espécime coral falsa – não venenosa, mas é muito semelhante a coral verdadeira, que tem veneno mais letal.

O chefe do escritório do IAP, Maurílio Villa, explicou que ao encontrar uma cobra no imóvel ou no quintal a pessoa deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou o IAP para que possa ser feita a captura. “As pessoas não devem se aproximar, e sim tentar pegar a cobra – principalmente se não têm os equipamentos adequados ou experiência alguma, porque pode ser venenosa e causar morte”, alertou.

Maurílio Villa acredita que o aparecimento de cobras no ambiente urbano se deve ao aumento da população de répteis na área de mata, porque os predadores naturais das cobras estão em risco de extinção, e devido ao excesso de alimento na área urbana. Cobras comem pequenos roedores e, um local com muitos ratos, entulhos e sujo são perfeitos para se abrigar ou se alimentar. “Elas se sentem bem e adaptam”, contou.

Em caso de acidente com a cobra a pessoa deve procurar identificar qual tipo atacou e recorrer ao atendimento médico o mais rápido possível. Dessa forma, o médico pode aplicar o soro antiofídico correto.

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