Mulher comemora sonho de voltar enxergar após transplante

Andressa fez transplante de córnea após descobrir doença degenerativa. Por: Arquivo pessoal

Andressa fez transplante de córnea após descobrir doença degenerativa

Fonte: Arquivo pessoal

O Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos ocorre em 27 de setembro. No entanto, este já está se consolidando por todo o país como o mês da doação de órgãos e passou a ser denominado Setembro Verde. O objetivo da campanha é conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos e incentivar o debate sobre a doação e o transplante de órgãos, pois, atualmente, a negativa familiar é o principal motivo para a não doação.

No Brasil, aproximadamente, 33 mil pessoas aguardam transplante, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. Em julho, Andressa de Oliveira Almeida, 28 anos, moradora de Jardim Alegre, passou por um transplante de córnea, e deixou de fazer parte dessa estatística.

Há cerca de 3 anos, Andressa foi diagnosticada com ceratocone, uma doença degenerativa que provoca a deformação da córnea. A visão pode ser corrigida com óculos ou lentes de contato desde o início, mas os casos mais avançados exigem um transplante de córnea. “Fui perdendo a visão gradativamente e comecei a usar óculos aos 18 anos, mas os graus foram aumentando rapidamente e então procurei por vários médicos e um deles me diagnosticou com ceratocone, um problema que por eu ser jovem evoluiu muito rápido e que se não fosse feito o transplante eu poderia perder a visão por completo”, ressaltou Andressa, que é casada e tem um filho de 4 anos.

Andressa conta que por ser um caso urgente, a família se uniu e a ajudou a fazer o transplante em uma clínica particular em Maringá. Após 33 dias aguardando na fila de transplante, ela fez a cirurgia no olho esquerdo no dia 10 de maio, no entanto, com 74 dias de cirurgia, a córnea que ela recebeu deu falência primária e precisou refazer o transplante no dia 26 de julho. “Estou me recuperando bem e já consigo enxergar de perto. Espero que dessa vez meu organismo não rejeite a córnea para que quando completar 90 dias eu possa retirar os pontos e me preparar para receber a outra córnea”, declarou a jovem.

Apesar de saber que a perda de um ente querido é sempre um momento muito difícil, ela também falou da alegria de receber a doação. “Muitas pessoas ainda têm preconceito com o assunto, mas se depender de mim e da minha família, eu quero ser doadora de órgãos porque como eu recebi a córnea e pude ser ajudada, também quero ajudar alguém”, relatou emocionada.

Quanto aos doadores, Andressa sabe que a córnea para a primeira cirurgia veio de um doador de 30 anos, que residia em Curitiba, e que a segunda córnea é de uma doadora de 40 anos, de Londrina. “É muito difícil para quem é independente, de uma hora para outra, você enxergar apenas vultos, por isso, esse transplante tem um significado especial na minha vida”, concluiu a jovem.

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