Cultura do tomate é debatida em Lidianópolis

Rogério Maia explica alternativas para manejo integrado de pragas e doenças

Rogério Maia explica alternativas para manejo integrado de pragas e doenças

A Emater de Lidianópolis e a Secretaria Municipal de Agricultura, com o apoio do Programa Pro Rural e do Sicredi, realizaram, no dia 30 de maio, um dia de campo sobre a cultura do tomate. O evento reuniu 80 produtores do município e de cidades vizinhas, para conhecer novas técnicas para a cultura do tomate em ambiente protegido. As palestras foram realizadas pelos técnicos Rogério Rui Maia, da Emater de Lidianópolis, que abordou o tema: “Proteção de Plantas: Manejo Integrado de Pragas e Doenças, Uso de Produtos Alternativos”; Leandro Cividini, da Emater de Borrazópolis, que falou sobre Fertilidade e Manejo de Solo: Irrigação, Salinidade e Equilíbrio entre macro e micronutrientes; Pablo Sanchez Rodriguez, da Emater de Ivaiporã, que apresentou a estação sobre fisiologia do tomateiro; e Paulo Eduardo Pereira, da Emater de Cruzmaltina, que apresentou a Gestão do Negócio Tomate.

Segundo Rogério Maia, um dos organizadores do evento, o objetivo foi mostrar ao produtor uma forma sustentável de produção, uma vez que o tomate tem o rótulo de ser uma das culturas onde mais se aplica agrotóxico. “Conseguimos mostrar que, no manejo integrado de solos e doenças, o produtor consegue reduzir muito as aplicações, chegando até a 1/3 do que é aplicado normalmente”, comentou Maia. Ele ressalta que, muitas vezes, sem esse controle, o produtor aplica agrotóxico, pois tem medo que uma praga ou doença entre na cultura. “O intuito foi mostrar, na prática, por meio da unidade experimental, como é possível produzir com menos agroquímicos”, frisou Rogério Maia.

Ele ressaltou que outros aspectos importantes foram abordados no dia de campo, como a questão econômica e a cadeia da produção de tomate.

Atualmente, o município de Lidianópolis tem 60 produtores, que contam com estufas que ocupam 7 hectares. O município já chegou a ter 25 hectares com estufas, mas a falta de planejamento, as variações de preços, custo de insumos e erros no manejo fizeram com que muitos produtores desistissem da atividade. “Por isso, um dos focos é a produção sustentável do tomate”, finalizou Rogério Maia, que agradeceu a parceria com o município de Lidianópolis, especialmente com a Secretaria de Agricultura.

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