Cerca de 90% da área de trigo já foi plantada na região de Ivaiporã

Lavouras de milho safrinha sofreram com a falta de chuvas

Lavouras de milho safrinha sofreram com a falta de chuvas

Mesmo com a escassez de chuvas, os produtores da região de Ivaiporã realizaram o plantio de 90% das áreas que serão ocupadas com trigo durante o inverno. Segundo o engenheiro agrônomo, Fernando Soster, como havia uma previsão de chuva na semana passada, o produtor plantou na terra seca e parte desse plantio já havia emergido e, com as chuvas, houve um nivelamento das plantas.

Ele comentou que já é comprovado que o potencial produtivo das novas variedades de trigo é alto, com possibilidade de colheita entre 160 a 180 sacas por alqueire. No entanto, nos últimos anos, fatores climáticos têm dificultado que o produtor consiga todo esse potencial de produção. “Ora é o clima e ora é o preço que tem desanimado o produtor”, frisou.

Mesmo com as seguidas frustrações de safra, o investimento é considerado médio pelo técnico, já que o produtor prefere não gastar muito, por não ter obtido grandes resultados.

Soster comentou que o plantio acabou atrasando, mas, mesmo assim, a semeadura está ocorrendo dentro do zoneamento agrícola. “Isso vai acarretar em uma colheita mais longa, próximo ao final de outubro, com isso, o produtor foge um pouco das geadas no final de julho, mas pode ter chuva no momento de colher”, comenta.

Sobre o clima, Soster informa que as previsões são de chuva nos próximos dias e com um inverno dentro da normalidade, com frio ameno e poucas chuvas, que é ideal para a cultura do trigo. A área plantada deve ser a mesma do ano passado, cerca de 25 mil hectares, nos municípios de Ivaiporã, Jardim Alegre, Ariranha do Ivaí e Arapuã. “Mesmo não conseguindo um bom resultado nos últimos anos, o produtor não tem como deixar a terra em pousio, pois com a quantidade de erva daninha que existe atualmente, seria difícil o controle”, ressalta.

Milho

Soster comentou que ainda não é possível mensurar os prejuízos que foram causados pela estiagem nas lavouras de milho safrinha. Mas as estimativas são de perdas na ordem de 50%. “Passamos por algumas lavouras que estão bem formadas, mas quando se abre a espiga, está cheia de falhas; mas só vamos ter uma ideia dos prejuízos apenas na colheita”, comentou. No entanto, os preços altos podem amenizar um pouco o prejuízo dessa cultura.

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