“Consegui me jogar da moto, para evitar que o caminhão passasse por cima de mim”

Welliton Paulini é um dos dois jovens que ficaram feridos no acidente ocorrido por volta das 21h00 da quarta-feira, 9 de maio, na rodovia PR-082, no trecho entre Placa Luar e Pouso Alegre, no município de Jardim Alegre. Junto com outras 7 pessoas, em cinco motos, eles seguiam com destino a São João do Ivaí, onde visitariam a feira noturna da cidade. Em entrevista, ele contou que esse era um programa que eles faziam todas as quartas-feiras.

No dia do acidente, Paulini comentou que os amigos fizeram a rotina normal de todas as semanas, passaram em postos de gasolina de Ivaiporã e Jardim Alegre para abastecer e calibrar os pneus das motos. “Estávamos em 8 pessoas, eu estava sozinho na minha motocicleta, que é uma CG 150 preta, e fomos sentido a São João do Ivaí, passamos pela Placa Luar e continuamos; andávamos a uns 70 a 80 quilômetros por hora. Nesse momento, encontramos uma carreta ultrapassando e nos desesperamos, não sabíamos o que fazer”, relata. Paulini afirma que o caminhão veio para cima deles. “Ela veio em sentido ao nosso lado da pista, mas veio atropelando todo mundo; eu consegui pular da moto e acertar uma pessoa na moto do meu lado e caíamos, não sei como estou aqui hoje, porque era para eu estar morto; livrei-me da carreta passar por cima de mim”, completa.

Welliton Paulini afirma que caminhão tentou realizar uma ultrapassagem

Welliton Paulini afirma que caminhão tentou realizar uma ultrapassagem

Ele disse que caiu e bateu forte com a cabeça no chão; o capacete saiu da cabeça e com o impacto, ele perdeu dois dentes. “Começou a sair muito sangue da minha boca e convulsionei; estava engolindo muito sangue e engasgado com os dentes, quando meu amigo Lucas Cavalieri, que chegou pouco tempo depois, apoiou a minha cabeça e me livrou de morrer engasgado”, relembra.

Welliton Paulini acordou já no hospital, a caminho da UTI, quando e enfermeira deu a notícia que seis dos seus amigos estavam mortos. “Hoje, é muito difícil encontrar alguém confiável; eu gostava muito de andar de moto com eles, nos reuníamos todos os domingos e éramos como irmãos”, relata.

Ele disse que não tomou conhecimento da versão do motorista, que afirmou em depoimento, na delegacia de Polícia Civil, que uma das motos teria invadido sua pista, e que também não teve tempo de olhar as redes sociais. Ele disse que não pretende voltar a andar de moto. “Quero me recuperar, vou vender a moto e não quero mais me envolver em acidente; sou pai de uma criança de 2 anos e, durante todo esse tempo, pensei muito nela, e vi como é difícil para um pai ou uma mãe perder um filho”, disse o jovem.

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