SAI abre curso sobre adoção

Maria José Pereira e Alana Mamus falam sobre curso

Maria José Pereira e Alana Mamus falam sobre curso

As pessoas que têm desejo de adotar uma criança ou são sensíveis à causa e querem saber mais sobre o assunto, podem participar do curso sobre adoção oferecido pelo Serviço Auxiliar da Infância e da Juventude da Comarca de Ivaiporã (SAI). O curso começa no dia 29 de maio, mas as inscrições vão até o dia 25, na sede do SAI.

A equipe multidisciplinar do serviço, formada pela psicóloga Alana Mamus e pela assistente social Maria José Pereira, está divulgando o curso, que é obrigatório para quem já se habilitou para o processo de adoção, mas que nesse ano está aberto também para quem tem o desejo, no futuro, de realizar uma adoção.

Esse é o terceiro curso realizado na Comarca de Ivaiporã, nos últimos quatro anos, e é dividido em três módulos, que acontecem uma vez por mês. No primeiro, são abordados os aspectos legais e sociais da adoção; no segundo, os participantes conhecem os aspectos psicológicos envolvidos no processo; e o encerramento é realizado com o relato das pessoas que já participaram de um processo de adoção, sobre as dificuldades e alegrias da experiência. O curso é gratuito e as inscrições podem ser feitas na Vara da Infância e Adolescência de Ivaiporã e no SAI, pelo fone 3472-1700.

Além de Ivaiporã, o curso também é aberto para pessoas de outras comarcas da região, como São João do Ivaí, Manoel Ribas, Faxinal e Grandes Rios.

Alana Mamus comenta que, hoje, no Brasil, até existe um número maior de pessoas que têm pretensão de adotar, do que crianças disponíveis para a adoção. No entanto, o perfil idealizado pelos casais que buscam a adoção não bate com as crianças que vivem em abrigos espalhados pelo país. A psicóloga explica que, especialmente, casais que não conseguiram filhos biológicos e procuram o instrumento da adoção para ser tornarem pais, buscam uma criança com até 3 anos de idade, do sexo feminino, saudável e de cor de pele clara. Já nos abrigos, a grande maioria é de crianças acima de 8 anos e adolescentes, portadoras de necessidades especiais e grupo grande de irmãos. “Cerca de 90% das pessoas que buscam a adoção são pessoas que não conseguiram ter filhos biológicos e são raros os casos de pessoas que já criaram seus filhos e adotam uma criança ou que criam os filhos biológicos junto com os adotivos”, ressalta Alana.

Para a assistente social Maria José Pereira, tem ocorrido uma conscientização maior das pessoas que procuram a adoção, não apenas para que os pais tenham filhos, mas também para que os filhos que precisam, possam ter pais. “Temos percebido, e o curso tem contribuído com isso, para que ocorra uma sensibilização para as pessoas optarem pela adoção tardia, inter-racial e de portadores de necessidades especiais; temos percebido também a mudança de paradigma e isso tem sido positivo”, comentou Maria José Pereira.

Comentários