Cerca de 60% da safra de soja já foi colhida na região de Ivaiporã

Colheitadeiras trabalham a todo vapor na região

Colheitadeiras trabalham a todo vapor na região

A capacidade de colheita que os produtores rurais têm apresentado na atual safra de soja tem impressionado a todos. Em pouco mais de 2 semanas, cerca de 60% da área plantada já foi colhida na região de Ivaiporã. Nos últimos anos, o produtor investiu na aquisição de colheitadeiras e implementos e, com isso, consegue retirar a produção do campo com mais rapidez. A expectativa é que até o final de março toda soja plantada na região de Ivaiporã já esteja colhida. Há cerca de uma década, essa colheita se estendia ainda pelo mês de abril e chegava, em alguns casos, até o início de maio.

Outra característica da atual safra é que a produtividade tem sido boa. O produtor Pedro Antônio Salino, que plantou cerca de 7 alqueires na região de Alecrim, município de Ariranha do Ivaí, tem conseguido excelentes resultados e, em uma das áreas, a média ficou em torno de 170 sacas por alqueire. “Acredito que ela poderia ter produzido até um pouco mais, mas faltou um pouco de sol durante o desenvolvimento e as chuvas do final de janeiro e início de fevereiro atrapalharam a produção de vagens”, comenta. Mesmo assim, ele está feliz com a produção e também com o preço que, na terça-feira, dia 13 de março, estava cotado a R$ 69,30 no entreposto da Coamo de Ivaiporã. Há cerca de dois meses, o preço da saca de soja estava próximo de R$ 60.

Segundo o engenheiro agrônomo, Fernando Soster, responsável pelo departamento técnico da Coamo de Ivaiporã, a média da produção deve ficar em torno das 160 sacas por alqueire, que é um pouco melhor que a produção da safra passada. “Ainda temos cerca de 40% da área para ser colhida, mas já podemos imaginar uma média de produção de 160 sacas”, comenta. Apesar de ser considerada uma ótima produtividade, Soster confirma que boa parte dos dias nublados no início do ano atrapalhou o desenvolvimento das vagens.

O gerente da unidade da Coamo de Ivaiporã, Domingos Fontana, comentou que a cada ano, o produtor vem inovando e as empresas que recebem a produção precisam acompanhar essa evolução. Nessa safra, por exemplo, houve dias em que a unidade de Ivaiporã recebeu 30% a mais de produção do que no pico da safra passada e, com as melhorias realizadas no entreposto, praticamente não houve fila para que o produtor descarregasse. “Há 20 anos era complicado receber 20 mil sacas de soja em um dia e, hoje, recebemos cerca de 65 mil sacas, sem maiores transtornos ao produtor. Essa evolução que o produtor está tendo na lavoura, temos que acompanhar na nossa capacidade de atendimento”, comentou o gerente da unidade.

Com relação ao comportamento do mercado, Fontana disse que ele está expressando a quebra na safra da Argentina e uma redução na safra brasileira e que, possivelmente, a meta de produção ficará um pouco abaixo do que no ano passado e o mercado tem sentido e refletido isso. “No início da safra, o produtor não tinha a perspectiva de vender a soja a R$ 70, e fez contratos para, pelo menos, garantir o custo de produção e agora a tendência é que ele espere para ver como o mercado vai se comportar, para decidir sobre quando vender a produção”, ressalta.

Uma das situações que pode mexer com o mercado é a notícia que a China pode reduzir a compra de soja dos Estados Unidos e priorizar a soja da América Latina.

Pedro Salido está contente com boa produtividade

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