Acusado de matar ex-esposa é julgado em Ivaiporã

Carina Teixeira foi encontrada dentro de uma fossa na localidade de 5 Encruzos

Acusado pelo assassinato de Carina Teixeira começa a ser julgado. Por: Antonello Nadal

Acusado pelo assassinato de Carina Teixeira começa a ser julgado

Fonte: Antonello Nadal

Está acontecendo nesta sexta-feira, 24 de novembro, no Fórum de Ivaiporã, o julgamento de Miraldo Morais Pedreira, 34 anos, acusado pelo crime de feminicídio e ocultação de cadáver da ex-esposa, Carina Teixeira, de 29 anos. Para o feminicídio, a pena é de reclusão de 12 a 30 anos.

Miraldo Pedreira confessou o assassinato logo após a Polícia Civil ter encontrado o corpo da vítima enrolado por um colchão de espuma e uma lona plástica, dentro de uma fossa no sítio dele, na localidade de Cinco Encruzo, após 18 dias do assassinato.

A sessão do Tribunal do Júri é presidida pela juíza Adriana Marques dos Santos. A acusação está a cargo do promotor de justiça Guilherme Schimin e a defesa do réu é feita pelo advogado Alikan Zanotti.

O advogado de defesa espera que se faça justiça ao apresentar o caso de uma tragédia familiar, o cotidiano de um casal que se amava. “Pretendemos demonstrar que o monstro que a imprensa tentou criar não existe, o que existe é um homem trabalhador e pai de família, que também é vítima”, disse Alikan Zanotti.

O julgamento começou por volta das 10h00, com um júri composto por sete pessoas escolhidas por sorteio. O réu chegou a entrar no salão algemado, mas logo em seguida foi retirado a pedido do advogado de defesa. Entre as pessoas que já prestaram depoimento estão o delegado Gustavo Dante; investigador Aparecido Pinto da Silva; psiquiatra Paulo Tassinari; Mário Gomes, que supostamente mantinha um relacionamento amoroso com a vítima; além da senhora Noêmia, mãe do réu. Não há previsão para o término do julgamento.

Carina Teixeira foi vista pela última vez no dia 25 de agosto em 2016, quando deixou o filho de 3 anos na creche Paulo Freire. O carro que ela dirigia, um Volkswagen Gol, foi localizado abandonado pela PM quatro dias depois, em Jardim Alegre.

O acusado alegou que discutiu com a ex-mulher e que a empurrou na fossa e a vítima teria morrido na queda. No entanto, o delegado Gustavo Dante acredita que o crime tenha sido premeditado, e que a vítima foi asfixiada antes de ser jogada na fossa pelo ex-marido, uma vez que o corpo de Carina estava envolto por um colchão quando foi encontrado.

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