Plantio da soja chega a 40% na região de Ivaiporã

Plantio segue em ritmo acelerado. Por: Aldinei Andreis

Plantio segue em ritmo acelerado

Fonte: Aldinei Andreis

Fernando Soster avalia que início de plantio está dentro do esperado

Fernando Soster avalia que início de plantio está dentro do esperado

Uma das características deste início do plantio da safra de soja na região de Ivaiporã é a velocidade com que os produtores têm conseguido realizar a semeadura. Nos últimos anos, com a remuneração positiva da soja, os proprietários rurais investiram em equipamentos; e a aquisição de plantadeiras maiores e mais eficientes fez com que, hoje, o plantio ocorra em um tempo recorde.

Desde as últimas chuvas registradas no final de setembro e início deste mês, cerca de 40% da área destinadas a soja, na região de Ivaiporã, já foi semeada. Para o agrônomo do entreposto da Coamo local, Fernando Soster, se não houver mais alguma chuva durante essa semana, em dois dias esse percentual pode saltar para até 60%.

Para o agrônomo, essa capacidade de plantio é muito positiva, pois o sojicultor consegue planejar melhor sua safra e ter mais eficiência, tanto nos tratos culturais, como também na colheita, já que a maturação das plantas acontece praticamente ao mesmo tempo.

Sobre a expectativa de safra, Soster avalia que até o momento as condições climáticas são favoráveis e o solo vem mantendo boa umidade e a forte estiagem dos últimos meses não atrapalhou o planejamento do plantio na região. “Na nossa região, como a área de milho safrinha é pequena, não existe a necessidade de plantio da soja mais cedo”, avalia.

Na nossa região, como a área de milho safrinha é pequena, não existe a necessidade de plantio da soja mais cedo’’
Fernando Soster

Sobre o clima, a previsão é que, até o mês de janeiro, o volume de chuvas seja adequado para o desenvolvimento de plantas e, por enquanto, não existe uma preocupação maior com o clima. Já em relação aos investimentos, como é a principal cultura da região, o produtor vem aplicando o que existe de melhor em adubação e tratos culturais, especialmente o tratamento de sementes, que é fundamental para um bom início de safra. “Os produtores estão muito atentos também à semeadura, observando a profundidade e a velocidade do plantio e isso dá uma esperança de uma boa largada na lavoura”, ressalta o agrônomo.

Nesta safra, 80% das variedades semeadas contêm a tecnologia de soja resistente à lagarta. Já no ano passado, a incidência dessa praga foi baixa na região, o que pode ser creditado tanto à utilização dessa variante de cultivar, mas também ao inverno que foi muito rigoroso. “Para esse ano, ainda não é possível fazer nenhuma previsão, mas o que pedimos é que o produtor faça o monitoramento e fique ligado junto com a assistência técnica para, se houver necessidade, fazer as aplicações no momento certo”, disse.

Soster destaca que a principal preocupação nesse momento é com as áreas onde ainda não ocorreu a dessecação ou o controle de ervas daninhas, como buva e o capim amargoso. Ele explica que essas plantas são difíceis de controlar após a implantação das lavouras.

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