ONG de São João do Ivaí oferece ajuda voluntária a pessoas com atrofia de membros

Renata Peruse, de Ivaiporã, é uma das crianças beneficiadas com a prótese de mão

Renata Peruse, de Ivaiporã, é uma das crianças beneficiadas com a prótese de mão

A Associação Dar a Mão, de São João do Ivaí, uma ONG sem fins lucrativos, que surgiu pela união da vontade de pais e amigos que buscavam oferecer melhor qualidade de vida para pessoas com agenesia de mão, já atendeu aproximadamente 500 famílias associadas desde setembro de 2015, em trabalho realizado por um grupo de voluntários.

A presidente da diretoria executiva, Geane Poteriko, relatou que a motivação inicial para a criação da associação é a história de vida da filha Dara, de 3 anos e 10 meses, que nasceu sem os dedos e parte da mão direita, por conta da Síndrome da Brida Amniótica. “A denominação da associação é uma referência ao nome de Dara e ao verbo dar, remetendo à ação de dar a mão, oferecer ajuda e solidariedade para crianças que nasceram com condições físicas semelhantes à dela”, afirmou a presidente, lembrando que Dara foi a criança mais nova no Brasil a receber e usar um dispositivo protético feito em impressora 3D.

Segundo pesquisas, a síndrome afeta 1 a cada 1500 crianças nascidas em todo o mundo. No Brasil, a maioria dos casos não é detectada durante a gestação e, no caso de Dara, a agenesia de mão só foi descoberta após seu nascimento, apesar do acompanhamento adequado da mãe durante toda a gravidez.

Consórcio Intermunicipal de Saúde doa impressora 3d para Ong de São João do Ivaí

Consórcio Intermunicipal de Saúde doa impressora 3d para Ong de São João do Ivaí

Por meio da aquisição de impressora 3D, abriu-se a possibilidade de fazer o dispositivo de apoio protético. A personalização no design de super-heróis trouxe motivação de uso, principalmente para crianças. Como resultado, a entidade já entregou 35 dispositivos e recebeu o selo do Prêmio Sesi ODS 2017 pela prática realizada.

Conforme explicou a presidente Geane Poteriko, o trabalho é realizado em parceria com o Núcleo de Pesquisa de Tecnologia Assistiva do Programa de Pós-Graduação da PUC-PR. Assim, a Associação Dar a Mão continua pesquisando com voluntários multiprofissionais para atender o maior número de usuários de dispositivo 3D. “Jamais esperava que nosso trabalho tivesse repercussão tão grande no cenário nacional. Já participamos de vários programas de TV, inclusive do programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo”, citou a presidente.

Para colaborar com esse trabalho, recentemente, o Consórcio Intermunicipal de Saúde de Ivaiporã fez a doação de uma impressora 3D para a ONG de São João do Ivaí. “Conseguimos a liberação da impressora 3D que vai nos ajudar a aliviar a fila de espera pelas próteses, e atender com mais rapidez a demanda. No Brasil, somos a única entidade que presta o serviço de produção dos dispositivos protéticos, distribuídos gratuitamente para pessoas de todo o país”, comemorou Geane Poteriko.

Geane Poteriko e a filha Dara, durante participação no programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo

Geane Poteriko e a filha Dara, durante participação no programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo

Atualmente, cerca de 150 pessoas aguardam uma prótese de mão. No entanto, a entidade não tem parceria com nenhum órgão governamental, por isso está realizando a campanha “Uma Mãozinha”, para transformar vidas, que visa arrecadar recursos para continuar lutando por uma melhor qualidade de vida para crianças e pessoas com agenesia de membros. A meta é arrecadar R$ 20 mil até o dia 25 de outubro. “É o valor que precisamos para atender todas as pessoas que estão aguardando na fila de espera”, solicitou Geane Poteriko.

Para fazer a doação para a Associação Dar a Mão basta acessar juntos.com.vc/pt/daramao ou a página no facebook Associação Dar a Mão que tem as informações da campanha.

A sede da entidade fica no Centro de Reabilitação Municipal em Fisioterapia de São João do Ivaí.

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