Presidente da Coamo avalia consequências da estiagem

Presidente da Coamo José Aroldo Gallassini

Presidente da Coamo José Aroldo Gallassini

O presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, concedeu entrevista ao jornal Paraná Centro e a Rádio Ubá AM de Ivaiporã e fez uma avaliação sobre a estiagem que atingiu o Paraná, por quase dois meses. Segundo ele, houve um atraso especialmente no plantio do milho e, em algumas áreas, de soja, onde é possível antecipar o plantio. No ano passado, na região Oeste do Paraná houve plantio de soja já no dia 4 de setembro, que possibilita a antecipação também da safrinha de milho, evitando o risco de uma geada. Ele avalia que o atraso é ruim, pois faz com que a colheita da soja aconteça praticamente ao mesmo tempo e a logística para o escoamento da safra fica complicado.

Mesmo com a chuva que ocorreu durante o final de semana, o presidente da Coamo alerta para o risco de precipitações irregulares durante a safra, em função do fenômeno La Ninã, que é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico e que ocasiona irregularidades de chuvas no sul do país. “Não sabemos se isso vai acontecer de verdade, mas pode causar períodos de longa estiagem no ciclo da soja e do milho”, alerta o presidente da Coamo.

Nos últimos dias, houve uma reação melhor na comercialização e a expectativa é que esse ritmo se mantenha pelo menos até o final do ano, para que haja espaço para receber a próxima safra’’
Gallassini

Comercialização atrasada

Gallassini comentou que a Coamo recebeu a maior safra da história em 2016/17, algo em torno de 130 milhões de toneladas. No entanto, o ritmo de comercialização está abaixo do ano passado, em função da queda nos preços de todos os produtos agrícolas. Com os silos cheios e alta produção, cerca de 10 milhões de sacas estão armazenadas, aguardando o escoamento da safra. “Nos últimos dias, houve uma reação melhor na comercialização e a expectativa é que esse ritmo se mantenha pelo menos até o final do ano, para que haja espaço para receber a próxima safra”, comenta.

O presidente da Coamo não acredita em uma alta de preços, já que os estoques mundiais estão altos e a safra americana está ocorrendo sem maiores percalços. “O dólar é que pode influenciar alguma alteração de preços, mas não deve chegar aos patamares do ano passado”, disse Gallassini.

Crise Política

O presidente da Coamo fez uma avaliação da crise política, que ele avaliou como muito ruim. “Não sei o que houve no país, onde mexe existem problemas e acho que é uma questão de honestidade e que ninguém imaginava que algo poderia ser tão grave assim e prejudicar tantas pessoas”, disse o presidente da Coamo.

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